Família, significa conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco ou laços afetivos e vivem na mesma casa formando um lar. Independente da forma do amor que uma família possui, os cuidados dos humanos com os pets, é uma forma de dimensionar o amor que existe nas relações de assistência aos animais domésticos.
Quem cuida de um animalzinho, dando amor, carinho, garante um amor de volta. Pedro Henrique Braga (36), não mede esforços para que seus bichinhos tenham uma qualidade de vida que cada um merece, formado em psicologia, hoje ele tem quatro filhos de quatro patas.
“Foi em 2008, final de ano, fui até um shopping da cidade comprar um presente de natal, a ideia principal era comprar uma camiseta, e foi quando voltei com um dálmata, chamado Nereu. Quando cheguei em casa com ele, minha família ficou desesperada, por que moravámos em um apartamento de 70m², no começo eles não gostaram muito da ideia (risos), e duas semanas depois, o Nereu virou mebro da família”.
Pedro conta, que Nereu foi cativando cada um, pai, mãe, e os irmãos, e que a paixão tomou conta daquele apartamento de 70m². O sofá, já era do cachorro, e conforme ele foi crescendo ficou complicado, pois ele não tinha mais espaço. Foi nesse tempo que eles decidiram se mudar para uma casa maior, onde Nereu teria um ambiente onde pudesse brincar a vontade.
Dois anos depois, no ano de 2010, a mãe de Pedro, decidiu que Nereu deveria ter um irmão, e nisso chegou o Joaquim, da raça weimaraner, comprado em um petshop, Joaquim veio positivo para leishmaniose, mas isso, não foi empecilho para que os dois não fossem inseparáveis.
Convivendo por anos, fazendo tudo junto, brincando, comendo, dormindo, nunca foram de brigar, apesar do tamanho dos dois, Joaquim, assim que foi diagnosticado, começou o tratamento para leishmaniose, e hoje ele vive super bem com seus 45kg, e seus 13 anos de pura lindeza, ele já é castrado. Nereu hoje com seus 15 anos, foi um garanhão, e deixou seus 101 dálmatas por Campo Grande.
Após 11 anos vivendo só os dois, Pedro conheceu sua atual companheira Carla, e a família começou a crescer, pois Carla tem um gato, hoje com 5 anos, chamado Foucault. E depois da chegada de Foucault, a casa, que antes era habitada por apenas dois grandões, agora teria um pequeno com garras bem afiadas.
O psicólogo conta, que adaptação do gato, foi extramente tranquila, que demorou em torno de uma semana para ele se familiarizar, as janelas, agora possuem telas, as paredes tem playground, e pelúcio um dos nomes do gatinho, é o único que pode ir para a rua sem guia, pois ele é rebelde e pula o muro.
Sempre cabe mais um né? Pedro Henrique lembra de como conheceu o caçula, Camilo de aproximadamente 4 anos.
“Eu conheci ele, quando fui a casa de uma amiga, que era protetora de animais, e ela precisava levar uma gata para castrar, e me pediu carona, quando cheguei na casa dela, me deparei com o camilo, tava todo pimpão brincando e correndo pela rua de terra, e quando me dei conta, já estava apaixonado por ele, e falei que queria levar o cachorro para casa, só que na época, eu não tive coragem de trazer, e deixei pra depois, e fui deixando, e um dia essa minha amiga, me liga avisando que ele estava bem doentinho, e que se eu não fosse resgatar, ele iria acabar morrendo, e quando ela me mandou uma foto dele, ele estava bem doente, e então eu decidi buscar, trazendo ele pra casa”.
- Foto: Reprodução Redes Sociais
- Foto: Reprodução Redes Sociais
A partir dessa ação, Camilo começou a luta pela vida, com a saúde bem debilitada, a família se uniu para cuidar do cachorrinho, e o vínculo afetivo estava só aumentando. Novamente Pedro, levava mais um membro para sua grande família. “Depois de conquistar o coração de todo mundo, inclusive dos outros cachorros e do gato, uma amizade nasceu, Camilo e Foucault se tornaram muito amigos, vivem brincando pela casa, ele e o nereu de vez em quando brigam, por que os dois não são castrados, mas a convivência é super sossegada”.
Nereu, já não é mais ativo como antes, aos 15 anos, ele ultrapassou a expectiva de vida da raça, em mais ou menos um ano e meio, ele começou a perder algumas funções, com a mobilidade e a audição afetada, Pedro faz de tudo para que o dálmata tenha uma velhice sem sofrimento. A casa repleta de degraus, teve que ser adaptada com rampas e tapetes de borracha, para que Nereu pudesse se locomover.
O tratamento de Camilo ainda não terminou, mas Pedro Henrique e Carla não desistem de seus filhos, com rifas, já conseguiram pagar uma boa parte dos remédios, consultas, e exames. Nereu faz fisioterapia uma vez por semana, e a cada dia que passa, eles têm mais vontade de viver, mesmo passando por altos e baixos.
Os desafios de ser um pai de pet – “Primeiro é lidar com as demandas, as principais é a de trabalho, com as coisas que tem que fazer para que eles possam viver com qualidade, tem a hora da comida, do remédio, tem que limpar o chão, arrumar a cama, e a parte financeira, como o tratamento deles é um pouco caro, querendo ou não pesa no orçamento, mas a gente não desiste” ressalta Pedro.
No momento eles estão realizando uma rifa para arcar com os custos dos tratamentos, o prêmio será um passeio na vinícula Terroir Pantanal, com direito a um acompanhante. Cada número está saindo à R$ 12,00. Para acompanhar essa turma de pintosos, sigam eles no instagram.
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