Foto: Reprodução, Polícia Civil

Justiça mantém prisão de acusada de matar prima em Campo Grande

A 2ª Câmara Criminal do TJMS negou o pedido de revogação da prisão preventiva da mulher acusada de executar a própria prima, Maria de Fátima Alves. A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta quinta-feira (26).

A acusada e um comparsa estão presos desde 4 de dezembro, poucos dias após a vítima ser encontrada morta na BR-262, às margens do anel rodoviário de Campo Grande. A defesa impetrou habeas corpus contra a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva e alegou que a mulher teria direito à prisão domiciliar por ser mãe.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que permanecem presentes os requisitos para a manutenção da custódia. Conforme a decisão, há indícios de autoria e materialidade, além de risco à ordem pública, considerando a gravidade dos crimes imputados — homicídio em concurso com tráfico de drogas e associação.

“A gravidade concreta do contexto fático narrado […] é indicativa de risco à ordem pública, justificando a custódia”, destaca trecho do acórdão.

O colegiado também considerou insuficientes as medidas cautelares alternativas. Sobre o pedido de prisão domiciliar, os desembargadores pontuaram que os filhos da ré têm 15 e 16 anos, não atendendo ao requisito previsto no artigo 318, inciso V, do Código de Processo Penal, que exige filho menor de 12 anos.

Descoberta de estoque de cocaína

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, o crime teria sido motivado após a vítima descobrir um estoque de cocaína na casa da prima.

Quando presa, a acusada relatou que Maria de Fátima foi até sua residência na terça-feira (3), abriu um guarda-roupa para buscar documentos e encontrou tabletes do entorpecente. Temendo ser denunciada, a mulher teria decidido matar a prima com a ajuda do comparsa.

Segundo o delegado titular da especializada, Rodolfo Daltro, há indícios de que documentos da vítima foram retidos.

“A gente acredita que ela iria usar para abrir empresa no nome da vítima. Isso porque ela já tinha duas empresas no nome dela e usava para dar licitude no dinheiro do tráfico”, afirmou o delegado em coletiva de imprensa.

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