A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice permaneceu estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025, mas apresentou queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando estava em 6,5%.
De acordo com o levantamento, o número de pessoas desocupadas no país foi de 5,9 milhões, sem variação em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve redução de 17,1%, o que representa 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.
A população ocupada chegou a 102,7 milhões de trabalhadores, mantendo estabilidade no trimestre e registrando crescimento de 1,7% em 12 meses, o equivalente a mais 1,7 milhão de pessoas empregadas. O nível de ocupação ficou em 58,7%, também estável no período e ligeiramente acima do registrado um ano antes, de 58,2%.
Outro indicador acompanhado pelo IBGE, a taxa composta de subutilização da força de trabalho, foi estimada em 13,8%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior (13,9%) e 1,8 ponto percentual menor que no mesmo período de 2025. A população subutilizada totalizou 15,7 milhões de pessoas, queda de 11,5% em 12 meses.
Entre outros dados do levantamento, 4,5 milhões de trabalhadores estavam subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, enquanto 66,3 milhões estavam fora da força de trabalho. O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 2,7 milhões, queda de 15,2% em relação ao ano anterior.
O levantamento também mostra avanço no emprego formal. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, sem considerar os domésticos, chegou a 39,4 milhões, crescimento de 2,1% em 12 meses.
Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,4 milhões, sem mudanças significativas. Entre os trabalhadores por conta própria, o total foi de 26,2 milhões, alta de 3,7% em relação ao ano anterior.
O número de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, mantendo estabilidade no trimestre, mas com queda de 4,5% em 12 meses.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores, resultado menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando o índice era de 38,4%.
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.652, com crescimento de 2,8% no trimestre e 5,4% em 12 meses. Já a massa de rendimento real alcançou R$ 370,3 bilhões, aumento de 7,3% na comparação anual.
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