(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Suspeito de matar Isaac a pedradas tem prisão preventiva decretada em Campo Grande

O jovem de 21 anos preso pelo assassinato de Isaac Ferreira da Silva, ocorrido no domingo (8), teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele havia sido detido em flagrante poucas horas após o crime por equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI), na Campo Grande.

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (10). Na determinação judicial, o magistrado homologou o auto de prisão em flagrante e converteu a detenção em prisão preventiva.

“Preenchidos os requisitos legais, homologo o auto de prisão em flagrante e acolho a representação feita pela autoridade policial, convertendo a prisão em flagrante em prisão preventiva”, diz trecho da decisão.

O crime aconteceu na Vila Piratininga e foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, Isaac aparece discutindo com suspeitos antes de ser atacado com pedras e garrafas.

Durante a agressão, a vítima caiu no chão e continuou sendo atacada por três homens, que também utilizaram pedaços de madeira. O crime ocorreu em via pública, na Rua Dona Carlota, e foi presenciado por outras pessoas que estavam na calçada.

Segundo apuração do jornal Midiamax, Isaac era irmão de um agente da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande. Antes do ataque, ele teria ligado para o irmão pedindo ajuda e relatando que dois homens queriam agredi-lo. Quando o guarda chegou ao local, porém, a vítima já estava sem vida e a área havia sido isolada pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Possível omissão de socorro

À reportagem, a advogada Mariana Canossa criticou a atitude de testemunhas que presenciaram as agressões e não prestaram auxílio à vítima.

Segundo ela, as pessoas que aparecem nas imagens poderiam ser responsabilizadas por omissão de socorro. A advogada explicou que, diante de uma situação de risco, testemunhas têm o dever de acionar serviços de emergência, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros Militar ou a polícia.

De acordo com a jurista, não é necessário que alguém intervenha fisicamente em uma briga quando há risco à própria segurança, mas a ausência de qualquer tentativa de socorro pode configurar crime.

Ela também ressaltou que a situação pode ser considerada mais grave quando a vítima morre. Segundo a advogada, ao presenciar uma situação de perigo, qualquer pessoa tem o dever de buscar ajuda ou acionar as autoridades competentes.

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