A mudança climática típica desta época do ano, com a chegada do outono, queda gradual das temperaturas e baixa umidade do ar, acende um sinal de alerta para moradores de Campo Grande. A partir de março, cresce o número de casos de doenças respiratórias no município, o que pode resultar em aumento de internações, principalmente entre crianças e idosos, conforme a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande.
Entre os quadros mais comuns neste período estão infecções respiratórias virais, como gripe e resfriado, além de doenças inflamatórias ou infecciosas como bronquite, sinusite e pneumonia.
O alerta também inclui doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que costumam atingir com mais intensidade crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Segundo dados do painel de doenças respiratórias da Sesau, historicamente os casos de SRAG em Campo Grande começam a subir a partir da semana epidemiológica 11, normalmente em março.
Nos últimos anos, o aumento dos casos levou a situações críticas na rede de saúde:
2023: 2.498 casos de SRAG e 314 mortes. Em março daquele ano, cerca de 50 crianças por dia aguardavam vaga em UTI.
2024: 2.890 casos e 353 mortes. A prefeitura decretou emergência em 30 de abril, com crianças na fila por leitos hospitalares.
2025: 2.959 casos e 296 mortes. Apesar da redução de óbitos, foi o maior número de registros dos últimos três anos, o que levou à adoção de medidas emergenciais ainda em março.
Para evitar complicações e reduzir a necessidade de internações, a Sesau orienta que a população adote medidas de prevenção:
Manter a vacinação em dia, especialmente contra influenza e covid-19
Higienizar as mãos com frequência
Manter ambientes ventilados
Evitar contato com pessoas com sintomas gripais
Beber bastante água
Manter alimentação equilibrada e hábitos saudáveis
Mesmo com os cuidados, a infecção por vírus respiratórios pode ocorrer. Nesses casos, a orientação é usar máscara ao procurar atendimento, para evitar transmissão.
Sintomas leves: procurar as USFs (Unidades de Saúde da Família)
Sintomas graves, como febre persistente, tosse intensa ou falta de ar: buscar atendimento imediato em unidades 24 horas, como UPAs.
A Sesau reforça que a atenção precoce é essencial para evitar agravamentos e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde durante o período mais crítico do ano.
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