Apesar de ter a prisão preventiva revogada pela Justiça, o investigador da Polícia Civil Frederico Telles Damasio da Costa continuará afastado das funções em Mato Grosso do Sul.
A decisão foi formalizada por meio de portaria da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (27).
Conforme o documento, a revogação da prisão ocorreu no âmbito de processo que apura o roubo de carga de contrabando. Mesmo solto, o investigador está sujeito a medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso a delegacias.
Diante disso, o corregedor-geral Clever José Fante Esteves determinou a manutenção do afastamento compulsório do servidor, que é lotado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Centro, em Campo Grande.
A portaria também prevê a continuidade do recolhimento da arma funcional, da carteira policial e de outros bens públicos, além da suspensão de acesso a sistemas internos da corporação. O caso tramita sob sigilo.
Segundo o texto, o afastamento permanecerá válido pelo mesmo período das medidas judiciais. Paralelamente, o caso será analisado em procedimento disciplinar interno da Polícia Civil.
A decisão tem efeito retroativo a 25 de março de 2026, data em que foi cumprido o alvará de soltura.
Prisão e investigação
Frederico foi preso em 17 de dezembro do ano passado, por mandado expedido dois dias antes. À época, ele estava lotado na 5ª Delegacia de Polícia e, após o caso vir à tona, foi removido para a Depac Centro por determinação administrativa assinada pelo delegado-geral em exercício Márcio Rogério Faria Custódio.
Segundo apuração, o policial é investigado por roubar uma carga de contrabando e tentar revendê-la no camelódromo de Campo Grande, fato que motivou a abertura de investigação e, posteriormente, a decretação da prisão preventiva.