Foto: Edjalma Borges/Ascom MS

Chikungunya avança em Dourados com aumento de casos, internações e mortes

A epidemia de chikungunya segue avançando em Dourados, mesmo com o reforço das ações de combate realizadas pela prefeitura, pelo Distrito Sanitário Especial Indígena e pela Força Nacional do SUS. O número de casos positivos cresce diariamente no município.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (6), há 46 internações entre casos confirmados e suspeitos da doença.

Internações e avanço dos casos

Os pacientes estão distribuídos entre diferentes unidades de saúde: 24 no Hospital Universitário da UFGD, 6 no Hospital Porta da Esperança, 4 no Hospital da Cassems, 6 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico.

O número de casos prováveis chegou a 3.218, sendo 1.387 confirmados e 1.831 ainda em investigação. Do total de 3.746 notificações registradas, 528 foram descartadas.

Entre fevereiro e março, cinco mortes já foram confirmadas em decorrência da doença. Outros dois óbitos — de um adolescente de 12 anos e de um homem de 55 anos — seguem sob investigação. Todas as vítimas moravam na reserva indígena.

Reserva indígena concentra casos

As aldeias Bororó e Jaguapiru continuam sendo o epicentro da epidemia, com 1.608 casos prováveis, sendo 1.115 confirmados e 493 em investigação.

Dados das unidades básicas de saúde indicam aumento expressivo nos atendimentos a partir de 23 de março. Desde então, a média diária é de 449,7 pacientes, frente a 302 atendimentos registrados anteriormente.

Reforço no combate

Para conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde iniciou o reforço das equipes no território indígena. Nesta semana, 20 agentes de combate às endemias começam a atuar exclusivamente na região, enquanto outros 30 estão em fase de contratação — todos indígenas.

A força-tarefa também conta com o apoio de 40 militares do Exército Brasileiro, que atuam em conjunto com as equipes de saúde.

A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou a importância da atuação local. Segundo ela, novos reforços devem chegar em maio, com a contratação de 102 profissionais, entre agentes de saúde, enfermeiros e psicólogos.

Desde o início das ações, em 17 de março, a Força Nacional do SUS já realizou cerca de 1.400 atendimentos na reserva, além de 96 remoções para casos de maior complexidade e 250 visitas domiciliares.

Prevenção é essencial

Equipes de saúde também intensificaram visitas domiciliares — cerca de 4.300 imóveis já foram vistoriados — com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas.

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses, Daniel Ramos, reforça que o controle da doença depende de vigilância constante e atuação integrada.

O Ministério da Saúde orienta que a população dedique ao menos 10 minutos por semana para eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, evitando água parada em recipientes como garrafas, pneus, calhas e caixas d’água destampadas.

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