(Foto: Redes sociais)

Filho de policial morta em feminicídio pede que mãe não seja julgada nas redes: “Não a condenem”

O filho da subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene de Brito Rodrigues, assassinada aos 59 anos pelo namorado, fez um desabafo nas redes sociais pedindo que a mãe não seja julgada após o crime. O autor, Gilberto Jarson, foi preso em flagrante.

“Eu sei que o tribunal da internet já condenou como absurdo o fato da minha mãe ter se relacionado com alguém de ficha criminal extensa”, escreveu Marcus Rodrigues. No relato, ele destacou que relações abusivas podem envolver manipulação emocional e isolamento da vítima.

Segundo Marcus, a mãe era conhecida por atitudes solidárias e por ajudar outras pessoas, inclusive durante sua atuação na corporação. “Ela era muito mais do que uma estatística de feminicídio”, afirmou, ao relembrar a trajetória e o carinho demonstrado por familiares, amigos e colegas.

O filho também alertou para os sinais de relacionamentos abusivos e pediu empatia. “É muito fácil pensar que nunca cairia em uma situação assim, mas pode haver alguém próximo passando por isso neste momento”, disse.

Crime
O feminicídio ocorreu no horário do almoço, em Campo Grande. De acordo com a Polícia Militar, um vizinho policial foi o primeiro a chegar ao local após ouvir o disparo, alertado por outra moradora.

Ao entrar na residência, ele encontrou o suspeito com a arma em mãos e a vítima ainda com sinais vitais. O socorro foi acionado, mas Marlene não resistiu aos ferimentos.

Testemunhas relataram que o casal mantinha um relacionamento conturbado, com discussões frequentes. O suspeito apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido e chegou a afirmar que a vítima teria manifestado intenção de tirar a própria vida, versão que é investigada.

Casos em 2026
O assassinato de Marlene é mais um caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano. Outras vítimas em 2026 incluem:

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro
  • Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março
  • Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março
  • Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março
  • Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) – 23 de março
  • Marlene de Brito Rodrigues (Campo Grande) – 6 de abril

O caso segue sob investigação das autoridades.

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