O advogado Bruno Ghizzi, apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado como integrante do núcleo jurídico do Primeiro Comando da Capital em Mato Grosso do Sul, sofreu nova derrota na Justiça. Desta vez, ele foi condenado por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
A ação foi movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Segundo a denúncia, em 21 de outubro de 2021, o advogado foi flagrado transportando dois carregadores e 15 munições de calibre .380.
A sentença foi publicada no Diário da Justiça nesta terça-feira (14) e é assinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal. A magistrada condenou Ghizzi a dois anos de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa, com cumprimento da pena em regime aberto.
Outras condenações e investigações
Esta não é a primeira condenação do advogado em 2026. Em março, ele já havia sido sentenciado a quatro anos, 10 meses e 10 dias de prisão por envolvimento com o PCC. Na ocasião, investigações apontaram que ele utilizava a função de advogado para atuar como “mensageiro” da facção, intermediando informações entre presos e integrantes em liberdade.
Ghizzi foi um dos principais alvos da Operação Courrier, deflagrada em 2022. Durante as apurações, ele chegou a ficar preso por dois anos na Penitenciária da Gameleira II, conhecida como “Federalzinha”, sendo solto em dezembro de 2023 sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e pagamento de fiança.
Além das ações criminais, o advogado também enfrenta sanções administrativas. O Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul suspendeu seu registro profissional, impedindo o exercício da advocacia.
A defesa ainda pode recorrer da nova condenação junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.