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Campo Grande investiga caso suspeito de hantavirose após sete anos sem confirmações

Campo Grande voltou a registrar investigação de um caso suspeito de hantavirose após sete anos sem confirmações da doença em Mato Grosso do Sul. A informação foi divulgada em nota informativa da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES).

Segundo o documento, o caso entrou como diagnóstico diferencial para leptospirose e segue em investigação, com prazo de até 60 dias para conclusão. Até o momento, este é o único caso suspeito notificado durante o período de elaboração da nota.

A hantavirose é uma zoonose causada pelo hantavírus e transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas provenientes de fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados.

A SES explica que, embora a forma mais comum de transmissão ocorra pelo ar, outras vias também já foram registradas, como contato do vírus com ferimentos na pele, mordidas de roedores ou contato com mucosas por meio de mãos contaminadas.

A transmissão entre pessoas é considerada extremamente rara e foi registrada apenas em países como Argentina e Chile, associada ao hantavírus do tipo Andes. Segundo o Ministério da Saúde, não há circulação desse genótipo no Brasil.

Dados da série histórica mostram que Mato Grosso do Sul confirmou sete casos de hantavirose entre 2015 e 2019. O maior número de registros ocorreu em 2017, quando quatro casos foram confirmados, incluindo uma morte. No mesmo período, o Estado notificou 107 casos suspeitos, mas apenas 7% tiveram confirmação laboratorial.

Os casos positivos ocorreram nos municípios de Campo Grande e Corumbá.

Conforme a nota técnica, os sintomas iniciais da doença costumam ser inespecíficos, incluindo febre, dores musculares, dor lombar, dor abdominal, cansaço intenso e forte dor de cabeça. Náuseas, vômitos e diarreia também podem ocorrer.

A SES alerta que a tosse seca é um dos principais sinais de agravamento, indicando possível comprometimento cardiopulmonar. Em casos graves, o paciente pode apresentar acúmulo de líquido nos pulmões, queda da pressão arterial e insuficiência respiratória.

Alterações renais também podem surgir, evoluindo em alguns casos para insuficiência renal aguda. Devido à rápida evolução da doença, essa fase concentra maior risco de morte.

Atualmente, não existe tratamento antiviral específico para hantavirose. O atendimento é baseado em suporte clínico, incluindo oxigenação, suporte respiratório, hemodiálise e medidas para controle das complicações.

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