Apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital, Gerson Palermo foi colocado em isolamento no Presídio Federal de Campo Grande, onde permanecerá por 40 dias sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Palermo chegou à Capital na quarta-feira (27), escoltado até a unidade prisional, após ser extraditado ao Brasil. Desde então, cumpre a medida considerada uma sanção cautelar, com regras mais rígidas e isolamento extremo em relação aos demais detentos.
De acordo com informações apuradas, a decisão pelo enquadramento no RDD tem como objetivo a adaptação do preso às normas do sistema penitenciário federal. O regime é aplicado a detentos que apresentam alto risco, cometem faltas graves ou possuem ligação com organizações criminosas.
O narcotraficante foi preso na Bolívia, onde estava foragido há cerca de seis anos. Antes da captura, vivia em uma propriedade próxima à cidade de Cotoca. Após a extradição, ele passou por audiência de custódia no Fórum Heitor Medeiros, na quinta-feira (28), e foi encaminhado ao presídio federal.
Com condenações que somam mais de 120 anos de prisão — sendo 126 anos no total — Palermo é investigado por atuação no tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e articulação logística entre Brasil e Bolívia.
Conhecido no meio policial desde a década de 1990, ele também ganhou notoriedade por liderar o sequestro de um avião Boeing 727 da VASP, em 2000. Na ocasião, o grupo obrigou o piloto a pousar em Porecatu (PR), onde foram roubados malotes com cerca de R$ 5,5 milhões do Banco do Brasil.
Palermo já havia sido preso anteriormente por tráfico de drogas e, à época do sequestro, era considerado pela Polícia Federal um dos maiores traficantes do país.