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Casa da Mulher Brasileira registra mais de 17 mil atendimentos em 2025 em Campo Grande

A Casa da Mulher Brasileira registrou 17.355 atendimentos na recepção ao longo de 2025, em Campo Grande. Somente a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que integra o espaço, contabilizou 9.209 boletins de ocorrência no mesmo período.

Os dados constam no Dossiê Mulher Campo-grandense 2026, publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial de Campo Grande. O levantamento foi elaborado pela Secretaria Executiva da Mulher e reúne informações sobre os atendimentos prestados às mulheres em situação de violência no município durante 2025.

De acordo com o estudo, março foi o mês com maior número de atendimentos, registrando 2.707 casos na recepção da Casa da Mulher Brasileira, número bem acima da média mensal. O período ocorreu logo após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, ocorrido em 17 de fevereiro.

Na Deam, o maior volume de registros também foi em março, com 900 boletins de ocorrência, seguido por dezembro (847) e outubro (815). Mesmo no mês com menor número de registros, em junho, foram contabilizados 640 casos, mantendo a média mensal acima de 700 ocorrências.

Perfil das vítimas

O dossiê aponta que a maior parte das mulheres atendidas reside na região do Anhanduizinho, que concentra 24,3% dos casos. A área é a mais populosa da Capital e inclui bairros como Aero Rancho, Guanandi, Jockey Club, Los Angeles e Taquarussu.

Outras regiões com registros relevantes são:

  • Bandeira: 17,8%

  • Lagoa: 15,01%

  • Segredo: 14,5%

  • Imbirussu: 12,01%

  • Centro: 5,9%

  • Prosa: 5,3%

Em relação à idade, mulheres entre 21 e 30 anos representam a maior parcela das vítimas, com 27,9% dos registros, seguidas pelas faixas de 31 a 40 anos (24%) e 41 a 50 anos (21,3%). Somadas, as mulheres entre 21 e 40 anos correspondem a mais da metade dos atendimentos.

Quanto à cor ou raça, o levantamento aponta predominância de mulheres pardas, com 1.262 registros, seguidas por brancas (743) e pretas (139).

Medidas protetivas

O dossiê também analisou a concessão de medidas protetivas pela Vara de Violência Doméstica. Em 2025, foram registradas 365 medidas em janeiro, 310 em fevereiro, 303 em março e 305 em abril. Os menores números ocorreram em maio (207) e junho (194), com nova elevação no segundo semestre.

Segundo o documento, a produção de dados confiáveis e o monitoramento permanente são fundamentais para identificar padrões de violência, avaliar políticas públicas e direcionar investimentos na rede de proteção às mulheres.

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