O homem de 39 anos baleado no fim da tarde de domingo (29), na Vila Ipiranga, em Campo Grande, pode ter sido alvo de um ataque relacionado a uma briga recente e a ligações com organização criminosa.
Segundo apurado, a vítima mantinha relacionamento com uma mulher que possuía mandado de prisão em aberto e que foi detida no momento em que prestava informações à polícia sobre o caso. Ela é suspeita de envolvimento em um homicídio ocorrido em 2019, na cidade de Corumbá, no contexto de um chamado “tribunal do crime”.
De acordo com informações levantadas pela reportagem, dias antes de ser baleado, o homem teria se envolvido em uma briga ao tentar defender a companheira de agressões. Durante a confusão, ele teria esfaqueado uma mulher.
Ainda conforme apurado, essa mulher seria filha de um homem com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A partir disso, a suspeita é de que a ordem para execução da vítima tenha partido como forma de represália.
O crime aconteceu por volta das 17h40, nas proximidades de um posto de combustível. Conforme o boletim de ocorrência, o Corpo de Bombeiros já prestava socorro à vítima quando a Polícia Militar chegou ao local. O homem apresentava ferimentos na perna, peito, ombro e região lombar, sendo necessário ser entubado antes de ser encaminhado à Santa Casa.
Testemunhas relataram que ele teria sido baleado em outro ponto e correu até o posto em busca de ajuda. Uma delas afirmou ter alertado a vítima momentos antes sobre dois homens altos, de capacete, que estariam o seguindo.
Segundo o registro policial, os suspeitos se aproximaram em uma motocicleta e disseram: “E aí, pesão, lembra de mim, não?”, antes de efetuarem os disparos. Ainda conforme testemunhas, outros dois homens estariam dando apoio em um veículo modelo Corsa.
A perícia foi acionada e o caso foi registrado como tentativa de homicídio. A Polícia Civil investiga a participação dos envolvidos e a motivação do crime.