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Sesau torna obrigatório monitoramento da cura de pacientes com hepatite C em Campo Grande

A Secretaria Municipal de Saúde determinou que pacientes em tratamento contra Hepatite C passem a ter acompanhamento obrigatório até a confirmação da cura, tanto na rede pública quanto privada de Campo Grande. A medida foi publicada nesta quarta-feira (20) e assinada pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela.

A nova norma estabelece que a cura deverá ser comprovada por meio do exame HCV-RNA, conhecido como carga viral para hepatite C, realizado 12 semanas após o fim do tratamento. Esse exame verifica a chamada Resposta Virológica Sustentada (RVS), indicador que confirma se o vírus permanece indetectável no organismo.

Com a medida, os serviços de saúde ficam obrigados a acompanhar os pacientes mesmo após o término da terapia, mantendo registros atualizados, alimentando os sistemas oficiais de informação e monitorando a evolução clínica. A determinação vale para hospitais, clínicas, consultórios e demais unidades de saúde.

O objetivo é garantir o cumprimento da meta prevista no Plano Municipal de Saúde 2026-2029, que busca alcançar a cura de pelo menos 90% dos casos diagnosticados de hepatite C.

A resolução também reforça o papel das equipes responsáveis pelas hepatites virais, que deverão acompanhar indicadores de diagnóstico, tratamento e cura, além de orientar os serviços de saúde.

A medida complementa outra resolução publicada no início da semana, que tornou obrigatória a notificação dos casos de hepatite B e C na Capital. Enquanto a primeira trata do registro dos diagnósticos, a nova norma foca na etapa final: confirmar se o tratamento foi eficaz.

Dados recentes ajudam a explicar o reforço no controle. Em 2025, cerca de 18,5% dos testes rápidos para hepatites A, B e C realizados na Capital tiveram resultado positivo. Entre janeiro e maio, foram 1.276 testes, com 237 confirmações.

A hepatite, especialmente nos tipos B e C, é considerada uma doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas. A transmissão pode ocorrer por contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas e, em alguns casos, ingestão de água ou alimentos contaminados.

Segundo levantamentos do Ministério da Saúde, Campo Grande apresenta indicadores acima da média nacional. Em 2024, a taxa de hepatite C foi de 12,4 casos por 100 mil habitantes, colocando a Capital entre as dez com maior incidência no país.

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